Impostos na importação: veja como não perder dinheiro na alfândega

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Importar produtos para o Brasil pode parecer um campo minado tributário. Entre siglas como II, IPI e ICMS, o custo final da mercadoria pode dobrar antes mesmo de sair do porto.

Impostos na importação
Foto: Pexels

Para que sua operação seja viável, você não precisa ser um tributarista, mas precisa entender como os impostos na importação ditam o seu preço de venda. Vamos direto ao que importa!

Quais são os impostos cobrados na importação?

Diferente de uma compra nacional, a entrada de produtos estrangeiros aciona uma cascata de tributos federais e estaduais. São eles:

  • II (Imposto de Importação): É o tributo “regulador”. A alíquota varia conforme a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) do produto, geralmente entre 0% e 35%.
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): Incide sobre o valor aduaneiro já acrescido do II. Protege a indústria nacional.
  • PIS e COFINS-Importação: Contribuições federais que somam, na maioria dos casos, cerca de 9,25%, mas podem variar conforme o regime tributário.
  • ICMS: O imposto estadual. Ele é calculado sobre a soma de todos os impostos anteriores mais o valor da mercadoria. É aqui que o cálculo fica “pesado”, pois o ICMS incide sobre ele mesmo (cálculo por dentro).

PF vs. PJ: qual o melhor caminho para o seu negócio?

Muitos empreendedores tentam começar importando como Pessoa Física para “testar o mercado”, mas essa estratégia pode custar caro. Confira a comparação direta:

CaracterísticaPessoa Física (Remessa Conforme)Importação Formal (CNPJ)
Limite de ValorGeralmente até US$ 3.000,00Sem limite (conforme Radar SISCOMEX)
Imposto Federal (II)0% (até $50) ou 60% (acima de $50)Conforme a NCM do produto (0% a 35%)
ICMS (Estadual)17% (alíquota fixa para remessas)Variável conforme o Estado (SC/PR costumam ter benefícios)
FinalidadeApenas consumo próprioComercialização e Revenda
Créditos TributáriosNenhumPossibilidade de recuperar IPI, PIS e COFINS
Risco AduaneiroAlto risco de apreensão se detectar revendaBaixo (operação 100% legalizada)

Importar como Pessoa Física para revender é crime de descaminho. Para escalar um e-commerce, a Importação Formal é o único caminho seguro e, a longo prazo, o mais barato devido aos créditos de impostos.

Quanto custa importar na prática?

Não basta somar as alíquotas. Os impostos são calculados em cascata (um sobre o outro). O ponto de partida é o Valor Aduaneiro (VA).

O Valor Aduaneiro é a base de tudo:

VA = Preço do Produto + Frete Internacional + Seguro

Para fins de planejamento, a fórmula base para o cálculo do II é:

Imposto de Importação = Valor Aduaneiro x Alíquota

Regras de Isenção e o “Remessa Conforme”

A regra dos US$ 50,00 mudou significativamente. Atualmente, para compras em sites internacionais (como AliExpress ou Shopee):

  1. Até US$ 50: Isenção de Imposto de Importação federal, mas com pagamento obrigatório de 17% de ICMS.
  2. Acima de US$ 50: Taxação de 60% de Imposto de Importação + 17% de ICMS.

Como evitar surpresas e custos extras?

O segredo de uma importação lucrativa não é apenas comprar barato no exterior, mas sim ter uma logística eficiente que evite custos de armazenagem extra por erros na documentação aduaneira.

  1. Classificação Fiscal (NCM) correta: Um código errado pode significar uma multa de 1% do valor aduaneiro.
  2. Planejamento Logístico: Saber em qual porto ou aeroporto desembarcar influencia no tempo de liberação e no custo do frete interno.

Importe com inteligência com a VINICOM

A VINICOM atua como sua parceira estratégica no Sul do Brasil (SC e PR), ajudando a desbravar a complexidade tributária e operacional. Nós garantimos que sua gestão de estoque e fluxo de entrada sejam otimizados para que os impostos não “engulam” sua margem de lucro.

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