3 métodos de Picking mais usados: Qual o ideal para o seu volume de pedidos?

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No ecossistema do e-commerce, o picking (a separação de produtos) é como o “pulmão” da operação. Estudos indicam que essa etapa pode consumir até 50% dos custos operacionais de um armazém. O problema?

Muitos lojistas ainda “caçam” produtos em vez de separá-los estrategicamente, o que encarece o frete e frustra o consumidor.

Picking
Foto: Pexels

Para escalar sem quebrar a margem, é preciso entender em qual dessas três arquiteturas de fluxo o seu negócio se encontra. Vamos entender?

1. Picking Discreto

No modelo individual, um operador é responsável por um pedido do início ao fim. É a solução clássica para quem está começando.

  • Ponto forte: Erro quase zero. O foco total em uma única nota fiscal garante que o cliente receba exatamente o que comprou.
  • Gargalo: Ineficiência de deslocamento. O funcionário percorre longas distâncias para coletar poucos itens, o que torna o custo por pedido alto em volumes crescentes.
  • Indicação: Até 20 pedidos/dia ou produtos de altíssimo ticket médio.

2. Picking por Zona

Aqui, o galpão é dividido em seções, como em uma linha de produção automotiva. O operador não sai da sua “zona” de domínio.

  • Ponto forte: Agilidade. O colaborador conhece cada centímetro da sua área, eliminando o tempo de busca. É ideal para operações com categorias heterogêneas (ex: cosméticos em uma área, eletrônicos em outra).
  • Gargalo: Risco de ociosidade. Se a “Zona A” tiver 80% das vendas do dia, o operador da “Zona B” ficará parado enquanto o outro sobrecarrega.
  • Indicação: Operações médias que precisam de organização por categoria.

3. Picking por Onda (Wave Picking)

Em contrapartida, o Wave Picking é o ápice da produtividade. Os pedidos são agrupados por “ondas” baseadas em critérios como o horário de coleta da transportadora ou rotas de entrega.

  • Ponto forte: Sincronia absoluta. Você garante que os produtos estejam na doca minutos antes do caminhão chegar, otimizando o fluxo de saída e reduzindo o tempo de entrega (Lead Time).
  • Gargalo: Dependência tecnológica. Exige um software de gestão (WMS) robusto para coordenar as ondas sem gerar confusão no estoque.
  • Indicação: E-commerces de alto volume com janelas de coleta rígidas.

Qual o melhor para o seu e-commerce?

EstratégiaComplexidadeFator de ganhoCusto operacional
IndividualBaixaQualidade/ConferênciaAlto por unidade
ZonaMédiaEspecialização da equipeMédio (Diluído)
OndaAltaVelocidade de DespachoBaixo (Escalável)

O método ideal não é o mais moderno, mas o que melhor se adapta à sua curva de vendas. Na VINICOM, sabemos que a logística eficiente é aquela que não aparece para o cliente, mas se reflete em uma entrega rápida e em uma operação lucrativa.

Então, se você ainda “passeia” pelo estoque, está na hora de desenhar sua próxima onda de crescimento.

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